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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A (minha) verdade nua e crua sobre o Rock in Rio


Não é novidade para ninguém que um dos festivais mais aguardados do ano finalmente volta a sua cidade natal para seis dias de atrações para todos os gostos. Peraí, TODOS os gostos? Pois é meus caros, como é o dinheiro que move o mundo, de rock no festival só vai ter o nome é claro, algumas poucas bandas.

Se o festival fosse "Pop in Rio" eu acho que o nome não poderia ser mais apropriado já que o primeiro dia é marcado por grandes nomes do gênero como o Sir Elton John, Rihanna, Katy Perry e tem até axé com a Cláudia Leitte.

Eu não estou aqui para criticar nenhum desses artistas que são talentosos e com certeza tem um grande público, mas eu (e acredito que a maioria das pessoas) esperam ir nesse festival para ouvir ROCK! Vocês conseguem imaginar as pessoas dançando a "dança do caranguejo", depois cantarem "Umbrella ella ella", "I kissed a girl and I liked it..." e o ponto alto da noite,  cantar "Nikita"? Agora vcs vão poder presenciar ou ver pela TV!

Sempre tiveram atrações pop, isso é fato, mas daí a ser no primeiro dia só pode ser piada! Em 1985, na primeira edição do festival, o Rio recebeu nomes como; Queen, Iron Maiden, Whitesnake, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Erasmo Carlos e Ney Matogrosso só no primeiro dia! Nos outros dias tiveram AC/DC, Scorpions, Ozzy Osbourne e muitas atrações nacionais como Alceu, Elba, Moraes Moreira, Lulu Santos, Rita Lee, Os Paralamas e por aí vai... Mas e nesse ano, que grande banda de rock internacional vai ter?



Para quem curte Metal certamente vai ser o melhor dia com Metallica, Motörhead, Sepultura, Slipknot, Angra e Coheed and Cambria..

A princípio eu iria nesse festival, mas desisti. Red Hot Chili Peppers tem umas músicas legais, mas está longe de ser uma banda que eu ame; Snow Patrol também é legal, mas é o tipo de música que eu escuto antes de dormir por que são muito parecidas e paradas; Capital Inicial eu adoro, mas já fui 3 vezes então não faço questão nenhuma de revê-los; Stone Sour é a banda paralela do vocalista do Slipknot (compra casada, sacaram?) e é metal! E NX Zero eu me recuso a fazer qualquer comentário por que eu não saberia por onde começar.

Pode ser que eu seja muito chato (e sou), mas a programação está fraquíssima! Cadê as bandas de rock mesmo? Cadê AC/DC, Aerosmith, Kiss, Arctic Monkeys, Paul McCartney (que já tocou no Rock in Rio in Madrid e teve um dia só dele e seria a chance dos cariocas o prestigiarem com um público com mais de cem mil), Pearl Jam e essas bandas grandes que chamam o público? Cadê o Rock?

Estão falando que vai ter Ivete Sangalo e não me surpreende se colocaram Restart e esses coloridos num dia.

Antes de eu ter ido nos dois primeiros (e melhores) Rock in Rio, eu sempre imaginava um festival de rock autêntico, muito legal, onde todo mundo pulava e vendo a performance dos rockeiros com roupa de couro preta e mandando todo mundo sifu ao invés de ver moleques na puberdade com roupa fluorescente fazendo S2 com a mão.

I wanna rock and roll all nite, é pedir demais?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A última Festa do Clube Anos 80 e o Ingresso 0001

Começando pelo final, o ingresso 0001, da última Festa dos Anos 80, veio parar na mão deste humilde blogueiro, que se não pôde acompanhar todas as edições, ao menos, pelos meus calculos, umas 13 festas pude presenciar, festar, tomar porres homéricos e azarar muitas garotas (bons tempos eheheh...).

Música de qualidade, gente bonita e performances do amigo DJ Nico Wolff eram (são) impagáveis... Mais ainda tem mais; a saideira; a derradeira, que acontece nesse fim de semana.

O ingresso 0001:




Abaixo transcrevo, diretamente do site do Clube Anos 80 (http://www.clubeanos80.blogspot.com/) todas as informações, bem como, a história das festas que chega a sua vigésima edição já deixando saudades....


 
NESTE SÁBADO, A ÚLTIMA FESTA ANOS 80

Depois de dez anos movimentando os amantes da década de 80, o Clube Anos 80 encerra suas atividades neste sábado, dia 17, com a realização da Festa Anos 80 XX, intitulada “a saideira”. Ela acontece no Obs Bar, a partir das 22h30min, onde a seleção musical e videoclipes farão o público voltar no tempo. As performances do DJ Nico Wolff se tornaram conhecidas e também são uma atração à parte.

Ingressos antecipados custam R$ 20,00 e podem ser encontrados no Posto Bela Joia e Cabanas (no Shopping Neumarkt). Mais informações sobre a festa, inclusive reserva de camarotes, podem ser obtidas no post abaixo.

A história

No dia 22 de setembro de 2001 aconteceu a primeira Festa Anos 80, exatamente 11 dias após o ataque às torres gêmeas do World Trade Center. Fabrício Wolff a promoveu na antiga Cervejaria Continental (hoje Expresso). No mês de setembro do ano seguinte, Nico Wolff e Cezar Rocha realizaram a segunda edição. Em 2003, a festa que era anual ganhou a organização do trio, que fundou o Clube Anos 80, e passou a ser semestral.

De lá para cá, foram 19 edições de muito sucesso embalando corpos e sonhos na pista de dança, ao relembrar a década de 80 com as melhores músicas da época. Os videoclipes ajudam a provocar o retorno no tempo, pois são originais dos anos 80. Em 2004, os anos 80 voltaram à mídia em todo o Brasil.

Tudo que é bom, no entanto, tem um fim. A falta de tempo do trio fundador do clube por causa de compromissos profissionais faz com que a vigésima edição, que acontece neste sábado, seja a última.

Dos dez anos de festa, ficam ótimas lembranças. Fotos e vídeos estão sendo recuperadas e postadas aos poucos no blog do Clube, bem como as informações sobre a década.

O DJ Nico Wolff continuará tocando festas particulares para as quais é contratado (www.nicowolff.com.br). No entanto, a oportunidade de curtir uma Festa Anos 80 do Clube Anos 80 passa a ser única: é neste sábado, dia 17 de setembro/2011, quando acontece “a saideira”.
Fonte: Clube Anos 80

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fire Driven, Growing Past These Lines

FIRE DRIVEN
Growing Past These Lines
(Highlight Sounds)


 
Banda nova formada só por macacos velhos da cena roqueira paulista: Zeek Underwood (voz/guitarra), Maria Piti (baixo), César “Lost” Carpanez (guitarra) e Rafael Carpanez (bateria), ex-integrantes de Againe, Shed, Dance of Days, Ludovic, Desalmado entre outras.
Logo de cara, em “The Coffin”, o som surpreende pela qualidade do áudio. Outra característica que também chama a atenção durante toda audição do trabalho é o bom aproveitamento de influências, o que concede ao Fire Driven uma personalidade bem própria. A criatividade grita a cada minuto – e pensar que parte das músicas do CD foram compostas há mais de uma década! São um elo perdido, tipo a banda que daria uma levantada nessa bunda caída que se tornou a cena roqueira do Brasil no fim dos 90/começo do século 21. Muita coisa legal ainda poderia ter sido feita nessa época e o Fire Driven é a prova viva disso. O CD apresenta oito músicas com letras em inglês bem interessantes, e de saideira tem a cover “Full On”, do Samiam, como bonus escondido (esta faixa foi uma verdadeira releitura, pois ficou cara da banda). Vem ainda com um poster e um adesivo. Coisa fina mesmo! Há também a opção de free download aqui: http://tramavirtual.uol.com.br/firedriven/
Para definir a própria música de forma concisa e sem caôs de rotulagem, postaram a seguinte explicação no campo “sounds like” no MySpace: “Como se as bandas da Revelation tivessem sido lançadas pela Sub Pop e as bandas da Sub Pop tivessem sido lançadas pela Revelation”. GÊNIO! Rock de primeira linha. Portanto, exceto em horários e/ou programas muito segmentados, se você espera escutar isso nas rádios, esqueça.

www.tramavirtual.com.br/firedriven
www.facebook.com/firedrivenbr
fire@firedriven.com

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

THE ROLLING STONES, STONES IN EXILE

Na primavera de 1971, os Rolling Stones viajaram do Reino Unido em direção á França, onde fixaram residência para fugir dos pesados impostos britânicos. Keith Richards aluga uma ‘villa’ conhecida como Nellcôte, em Villefranche-sur-mer, que rapidamente se torna o ponto de encontro da banda. Nesse local foi criada e gravada a maior parte das músicas que compõe o repertório do disco “Exile On Main Street”, considerado por muitos, a obra-prima do grupo.

“Stones in Exile” conta essa historia com as palavras dos próprios Rolling Stones. Através de um extenso material de arquivo, cedido por eles mesmos, revelam a criação dessa extraordinária realização musical.

O DVD traz depoimentos de todos os membros da banda e dos técnicos que participaram do disco. Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, Bill Wyman e Mick Taylor, além do saxofonista Bobby Keys, Jimmy Miller e Andy Johns, respectivamente produtor e engenheiro de som, e o fotógrafo Dominic Tarlé, todos relembram as gravações e as maluquices da época.

Apresenta ainda as opiniões de Ronnie Wood, futuro guitarrista dos Rolling Stones e Anita Pallenberg, esposa de Keith Richards nesse período.

Completam o documentário os depoimentos dos músicos Jack White, will.i.am (Black Eyed Peas), Sheryl Crow e Caleb Followill (Kings of Leon), do produtor Don Was, do cineasta Martin Scorcese e do ator Benicio Del Toro, todos narrando o impacto dessas músicas em suas vidas diárias e futuras carreiras artísticas.

Oferece também, um filme exclusivo com Mick Jagger e Charlie Watts, retornando ao Olympic Studios, em Londres, e á casa de campo de Jagger, em Stargroves, onde parte do trabalho inicial havia sido feito.

O DVD “Stones in Exile” soma um total de 145 minutos. São 85 minutos de material não incluído no filme homônimo que estreou no Festival de Cannes 2010 e em seguida passou nas principais emissoras de TV do mundo.

Trata-se de um fascinante documentário que abre a tampa do caldeirão criativo de Jagger & Richards e seus comparsas, justamente num de seus trabalhos mais incendiários e atemporais. Considerado a grande realização dos Stones, referência para inúmeras bandas posteriores, verdadeiro clássico, lançado originalmente no inicio de 1972, como um álbum-duplo (vinil).

Em outubro de 2010, alguns meses após “Stones in Exile”, a ST2 Video / Eagle Vision disponibilizará o título “Ladies and Gentlemen...The Rolling Stones” filme que documenta a lendária tour norte-americana realizada para promover “Exile On Main Street”, totalmente restaurado tanto nos aspectos visuais como nos aspectos de áudio.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA...

(Por Fabrício Wolff na coluna do Análise em Foco - www.analiseemfoco.com.br)


O evento denominado Blumenália 30 Anos, que aconteceu no sábado, 23, no Parque Ramiro Ruediger, soprou um vento de nostalgia, mas ao mesmo tempo de esperança, naqueles que curtem shows de bandas locais ao ar livre. Em comemoração aos trinta anos do início do Blumenália musical, o diretor de Cultura da cidade, Nico Wolff, propôs um revival – e deu muito certo. Bandas já extintas como Grifo, Sementes da Terra e Ambos os 2 puderam ser vistas em ação de novo. Vlad V, ainda em atividade, e as novas The Zorden e John Muller e  MPBambas completaram o time.

Como nos Blumenálias dos anos 80, não houve só música. Poesia e até grafite fizeram parte da tarde-noite que trouxe muita gente da época para a frente de um palco. Ao lado de uma galera nova, sedenta por shows em espaço ao ar livre, curtiram o sábado como nos velhos tempos. Isso mostra de forma muito clara que Blumenau sente falta de eventos como o Blumenália, o Rock na Rua e toda e qualquer atividade que una liberdade, música e um final de tarde agradável na companhia de bons amigos.

O Blumenália 30 Anos foi tema do programa TVL Cultura desta semana e pode ser visto em www.camarablu.sc.gov.br.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Eu recomendo, DVD AC/DC: Live At River Plate

O show foi gravado em dezembro de 2009 mas só foi lançado agora em 2011 - Apesar de nao morrer de amores pelos Argentinos, quem assistir o show na íntegra entenderá porque os gringos estão entre os que mais curte rock no planeta (nisso nós perdemos de longe). Mas vamos lá...

Estádio lotado em Buenos Aires, porém o futebol passou longe dali. O bando de apaixonados presentes neste local, desta vez foi pelo rock n roll e pelo AC/DC.

Começa a animação de abertura do show, e a expectativa chega ao topo até que eles aparecem para tocar “Rock n' Roll Train”. Bela cena, aquelas pessoas todas pulando e cantando enlouquecidas. Aí qualquer um que foi a algum show desta turnê, “Black Ice”, já se arrepia.

Logo no início do show, o AC/DC toca “Back In Black” enlouquecendo o público argentino, que canta o ‘riff’ junto com a guitarra de Angus Young. Destaque para “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” que faz o povo delirar e cantar o refrão em um grande coro. “The Jack” traz o bem-humorado strip tease do Angus que termina na exibição de sua cuequinha com o logo da banda, bem no bumbum.

O DVD traz o show para casa, e acabamos prestando atenção nos detalhes desse espetáculo de rock n' roll, vemos as badaladas do sino dos infernos, comandadas por Brian Johnson, que anuncia “Hells Bells” e a loucura dos fãs ao longo do clássico “You Shook Me All Night Long”. É arrepiante.

Engraçado perceber o que o som desses caras causa, em “TNT” até eu - assistindo em casa - comecei a dar socos no ar e a cantar “oi, oi, oi”. E poder assistir no conforto do lar também é muito bom. Se você não conseguiu pegar o show deles aqui no Brasil, o DVD te transporta até lá. Sem porradas, pisões, empurrões... A edição também é bem legal, pois divide a tela em três partes algumas vezes, mostrando o público, que acaba dando um show a parte.

Na faixa bônus, temos “The Fan, The Roadie, The Guitar Tech & The Meat”, que se trata de um resumo do que foram os 9 dias que o AC/DC e sua equipe passaram na Argentina. Mostra a montagem do palco, depoimentos de fãs argentinos - e convencidos - o caso do garotinho chamado Young que estava louco para ver sua banda favorita e uma parte técnica com os roadies mostrando os instrumentos da banda.

Também tem um rápido depoimento da banda e a parte “The Meat” fica por conta da carne argentina que o AC/DC tanto gostou.

01. Rock N' Roll Train
02. Hell Ain't a Bad Place to Be
03. Back in Black
04. Big Jack
05. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
06. Shot Down in Flames
07. Thunderstruck
08. Black Ice
09. The Jack
10. Hells Bells
11. Shoot to Thrill
12. War Machine
13. Dog Eat Dog
14. You Shook Me All Night Long
15. T.N.T.
16. Whole Lotta Rosie
17. Let There Be Rock
18. Highway to Hell
19. For Those About to Rock (We Salute You)

Faixas Bônus:

01. The Fan, The Roadie, The Guitar Tech & The Meat
02. Animação AC/DC

domingo, 10 de julho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

DVD RUSH - Beyond The Lighted Stage

Beyond The Lighted Stage é o primeiro documentário oficial da banda canadense com 42 anos de carreira. De todos os depoimentos, o que mais chega perto de uma definição real do grupo é o de Gene Simmons (Kiss): “O que torna o Rush único é a falta de medo. É a qualidade de começar a compor uma música e não se importar com o que é ou não popular. Só há uma banda que é assim. Que tipo de banda é o Rush? É o Rush!”

 


“Viver num palco iluminado/Ter o irreal ao seu alcance/Se você se questiona a respeito/Conseguirá manter-se perto da realidade/Próximo ao que está além da gaiola dourada”. Esses são os versos da música “Limelight” cujos acordes são os primeiros a se ouvir em Beyond The Lighted Stage, primeiro documentário oficial da banda canadense com 42 anos de carreira. Ao acionar o play, chega-se direto ao coração da banda: Neil Peart (baterista e letrista), o dono das palavras que se materializam na voz de Geddy Lee (baixo/vocal/teclado), no pre gig warm-Up (o aquecimento antes do show), por fim aparece Alex Lifeson (guitarrista) autor de riffs que dão vida e reúnem num só lugar todas as características que marcaram a música criada pelo trio desde 1968 (nessa época ainda com John Rutsey).

Mas para Neil Peart, o Rush como trio só se definiu mesmo a partir do Moving Pictures: “Foi quando nos tornamos o que somos até hoje. Ou seja, nunca perderam a perspectiva de onde estavam e o que faziam. Beyond the Lighted Stage é a prova material de como o rock’n’roll pode ser encarado de forma sincera e despretensiosa. O medo de arriscar nunca perdurou na banda. Como afirmou Peart, certa vez: “O medo é algo que nos move, usamos o medo para seguir em frente. Você tem que aprender a usá-lo a seu favor”. O que fez a banda se manter mais uma vez na dianteira esse ano: lançou um single com duas músicas (“Caravan” e “BU2B”), saiu em turnê, e só irão lançar o álbum posteriormente.

PS: O blog disponibiliza (na faixa, para download) os 3 cds do Rush quando da sua passagem pelo Brasil no link "Som da Lata" acima.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Imagens do Dia

VASCO DA GAMA CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 2011










quarta-feira, 20 de abril de 2011

Novidades: Foo Fighters, Wasting Light

O novo disco Wasting Light é uma das maiores constatações da vitalidade rock and roll do Foo Fighters. Talvez seja o trabalho mais pesado do grupo, desde One By One. Eles parecem ter dado uma atenção especial as timbragens das guitarras. E capricharam nos riffs.

Alcançar o topo do mundo já é uma tarefa árdua. Mas sobreviver por muito tempo neste mesmo patamar não é para muitos. Embasado por sua carreira para lá de regular, o Foo Fighters fincou a bandeira do rock lá no alto e mesmo com alguns supostos escorregões, não cai. Isso, lógico, evidencia a qualidade musical do grupo que completa já 16 anos de vida, colecionando sete discos lançados em estúdio e tres DVDs oficiais ao vivo. Logo na estréia (Foo Fighters, 1995), muitos juravam que o Foo Fighters seria uma cópia da ex-banda de Dave Grohl. Mas após o excelente The Colour And the Shape - lançado dois anos depois - qualquer julgamento precipitado estava exterminado, desintegrado, no pó.

Ser baterista de uma banda como o Nirvana era, sim, uma faca de dois gumes. E por isso mesmo, Dave não se fez de rogado. Para quem não sabe, ele compôs e gravou todos os instrumentos dos dois primeiros trabalhos do grupo. Toda essa inspiração deixava claro que o Nirvana tinha sido muito bom para o baterista, em termos de oportunidade, de abertura de portas. Mas o fim da banda foi ainda melhor. O cara liberou toda a sua capacidade criativa.

Não muito depois, o FF já era uma das bandas mais populares do mundo. Com vendas nos picos e multidões à sua espera. Somado a escassez das megabandas de hoje em dia, o grupo sobrevive cada vez mais ao tempo. A maior prova disso é a ansiedade do público por este novo trabalho - não por menos, os caras não lançam nada novo há quatro anos.

O novo disco Wasting Light é uma das maiores constatações da vitalidade rock and roll desses caras. Talvez seja o trabalho mais pesado do grupo, desde One By One. Eles parecem ter dado uma atenção especial as timbragens das guitarras. E capricharam nos riffs. Mesmo não tão dinâmico quanto The Colour And The Shape e nem "deslocado" quanto Theres Nothing Left To Lose, Wasting Light é um resumo do que há de melhor na vasta discografia da banda.

Da virada meteórica de Taylor na abertura do disco em “Bridge Burning”, até a berraria total em “Walk”, o que encontramos aqui é rock, rock e mais rock. Wasting Light é tão coeso, que fica difícil encontrar destaques isolados para poder recomendar aos curiosos. O melhor mesmo é escutar o disco na íntegra.

“Rope” foi escolhida como primeira música de trabalho do novo álbum, mas encontramos também um divertidíssimo vídeo de “White Limo”, na internet. Esse vídeo tem a participação mais do que especial de Lemmy Motörhead, e vale à pena ser conferido. E a música em questão, é uma “porrada” no ouvido.

Diferente dos trabalhos anteriores, Wasting Light não traz músicas mais lentas (“These Days” quase engana), que acabaram virando uma especialidade do grupo. Aqui, como eu disse, é foco nas guitarras, nos riffs, e rock and roll forever baby! Fica a dica em “A Matter Of Time” - com seu início arrasador - ou "Back & Forth", que quase virou o título do disco.

Após a audição completa, fica o aviso: nunca duvide do Foo Fighters.



sábado, 26 de março de 2011

Baixe Agora - Vanilla Fudge - Out Through The In Door

Em 2007 a banda voltou ao estudio para lançar mais um disco, dessa vez um tributo ao Led Zeppelin. "Out Through The In Door" tem uma diferença na maioria dos tributos existentes por ai, ele não é apenas uma "copia" de repertório das canções originais. No caso dessa homenagem eles acrescentaram algo "novo" as conhecidas canções do Zeppelin, pequenas variações nos arranjos, coro, etc... para fazer uma experiência muito agradável ouvir.

O cantor e tecladista Mark Stein volta ao grupo com sua alma forte, fazendo um bom trabalho, o baterista Carmine Appice aborda "Moby Dick", o que é irónico, ja que Appice foi uma grande influência sobre Bonham.


FAIXAS:
01 - Immigrant Song
02 - Ramble On
03 - Trampled Underfoot
04 - Dazed And Confused
05 - Black Mountain Side
06 - Fool The Rain
07 - Babe, I'm Gonna Leave You
08 - Dancing Days
09 - Moby Dick
10 - All My Love
11 - Rock And Roll
12 - Your Time Is Gonna Come

O blog recomenda.


SE PREFERIR OUTRAS OPÇÕES DE CD VÁ ATÉ O LINK "SOM DA LATA" NO MENU ACIMA
(o site http://www.naodouesmola.blogspot.com/ não faz apologia a pirataria, apenas redireciona ao link)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Analisando Iron Maiden - The Final Frontier

Em algum lugar entre as sombrias e ameaçadoras histórias de guerra do “A Matter of Life and Death” e as bombásticas badaladas progressivas do “Brave New World”, entretanto com uma vasta quantidade de novas idéias em boa medida, “The Final Frontier” é absolutamente tão forte quanto os três últimos álbuns do Maiden. A diferença entre este e seus predecessores é que estas canções repetidamente levam as lendas do Metal britânico a território desconhecido. Este é um álbum exigente, mas que a maioria dos fãs do Maiden irão adorar.

SATELLITE 15…THE FINAL FRONTIER
A esta altura, Todo mundo já ouviu a faixa título do álbum, e é uma direta e infecciosa chapa de um muscular Hard Rock, que parece destinada a abrir os shows do Maiden num futuro próximo… mas é a primeira parte desta faixa bipolar que irá nocautear os fãs. Um desorientado redemoinho de distorção, brutos bumbos duplos e vocais espectrais, “Satellite 15” é sem dúvida uma das coisas mais estranhas que a banda já gravou. É pesada, não convencional e completamente inesperada.

EL DORADO
As opiniões parecem estar divididas sobre se “El Dorado” é simplesmente uma sólida e direta canção do Maiden, ou algo genuinamente especial. De fato, é um pouco dos dois; um forte e violento épico de sete minutos com um refrão contagiante e algumas viradas e voltas executadas habilmente, tudo feito sob encomenda para ser uma absoluta tempestade ao vivo.

MOTHER OF MERCY
Uma sombria e ameaçadora canção que facilmente poderia ter estado no “A Matter of Life and Death”, esta é um daqueles arquétipos de hinos sobre os horrores da guerra que o Maiden faz tão bem. Começa com uma exausta introdução progressiva – talvez uma pitada do Jehtro Tull tão amado por Steve Harris – antes de se metamorfosear num chocante galope lento, não muito diferente de “Stranger in a Strange Land” (do “Somewhere in Time), mas com uma vibração muito mais sinistra. “Sick of all the killing and the reek of the death…”, canta Bruce nesta altura.

COMING HOME
Uma balada bombástica, de levanter os esqueiros acesos, mas com uma diferença: “Coming Home” casa um gigante refrão – daqueles em que todos cantam junto – com alguns sutis riffs progressivos e arranjo tipicamente aventureiro. Inegavelmente sentimental, esta é claramente um canção de Bruce Dickinson, e ele canta sobre retornar para casa e ver as luzes da pista enquanto seu avião desce à Terra. Não são muitas as bandas que poderiam fazer uma faixa desta sem acionar o alarme de piegas. O Maiden o faz brilhantemente. Um clássico instantâneo ao vivo.

THE ALCHEMIST
Indiscutivelmente a faixa mais à moda antiga do album, esta explosão de velocidade, energia e irrestíveis harmonias de guitarra a la Thin Lizzy teria nitidamente servido no “Fear of The Dark” e sabiamente preenche todos os requisitos para agradar os fanáticos. Interessantemente, ela tem o mesmo título de uma canção do clássico solo de Bruce Dickinson, “Chemmical Wedding”. As duas canções são completamente diferentes, entretanto.

ISLE OF AVALON
Possivelmente o melhor material do “The Final Frontier” e certamente uma das mais fortes canções que o Maiden produziu em anos, “Isle of Avalon” leva a banda a um território melódico não familiar, com alguns tempos não convencionais e alguns desvios progressivos adicionados ao intenso frescor impregnado ao longo de seus nove minutos de duração, e um simples e enorme refrão que será traduzido extremamente bem ao vivo. Existe uma vaga lembrança de “Paschendale” (do “Dance of Death”) e um ou dois acenos ao “Somewhere in Time”.

STARBLIND
Outra canção que é cheia de supresas, apesar do inequívoco som do Maiden, esta é outro épico que transborda grandes riffs, melodias e sutis toques de textura. Quase psicodélica em certas partes, “Starblind” possui uma genuína sensação de “outro mundo”, particularmente durante seu intrigante meio, que apresenta uma levada bluesy sobre um maduro e suntuoso trabalho de guitarras dos “los tres amigos”.

THE TALISMAN
Outra canção que caberia no “A Matter of Life and Death”, “The Talisman” é sombria e complexa, mas também flui lindamente, ampliando-se de sua introdução folky num poderoso riff principal e num refrão seriamente explosivo, com Bruce berrando do alto de seus não descartáveis pulmões. Apesar de ter nove minutos, parece que só durou metade deste tempo.

THE MAN WHO WOULD BE KING
Uma estranha e inquietante introdução leva a sombrios e esmagadores acordes antes deste extenso épico mudar de direção e seguir num suberbo e cativante riff e em mais um grande refrão. Como em muitas canções no “The Final Frontier”, “The Man Who Would Be King” raramente faz exatamente o que você espera, e ainda assim tudo faz sentido quando sua desconexa introdução cheia de harmonia gentilmente se desfaz.

WHEN THE WILD WIND BLOWS
Baseada na história em quadrinhos de mesmo título, do autor Raymond Brigg, que fala sobre um ataque nuclear na Inglaterra, a última faixa do 15º álbum do Maiden é tão desoladora e sem propósito quanto o tema parece demandar, e ainda assim ela é tão fascinante musicalmente e corajosa liricamente quanto qualquer coisa que a banda já gravou. Camadas densas e descompromissadas, esta canção exige alguns ouvidas para ser internalizada, mas possui uma quantidade insana de atmosferas e incontáveis toques de inspiradas melodias. Um final deslumbrante

sexta-feira, 11 de março de 2011

Baixe Agora Richie Kotzen: Get Up

“Get Up” é o cd de Richie Kotzen, este ex-garoto prodígio da Pennsylvânia, que chamou a atenção do mundo da guitarra tocando com grandes músicos como Stanley Clarke, entre muitos outros nomes de prestígio, e alcançou fama e sucesso mundial, tendo participado de bandas como Poison e Mr Big.

“Get Up” lembra muito “Mother´s Heads Family Reunion”, trabalho que Richie lançou em 1994, só que comercialmente parece ter mais potencial, por não conter tantos excessos de virtuosismo.

01. Losin’ My Mind
02. Fantasy
03. Remember
04. Get Up
05. So Cold
06. Such A Shame
07. Made For Tonight
08. Still
09. Never Be The Same
10. Special