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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Scott Weiland conta em seu livro sobre a heroína, estupro e problemas com as bandas


Scott Weiland, vocalista do Stone Temple Pilots e ex-Velvet Revolver, divulgou seu livro auto-biográfico na rádio "The Pulse of Radio".
Durante a entrevista Scott conta um pouco sobre o livro que se chama:
Scott Weiland: Not Dead and Not For Sale.
Traduzindo significa: ("Scott Weiland: Não está morto e Não está á venda").
No livro o cantor conta sobre o estupro que sofreu quando tinha 12 anos de idade ainda descrevendo fisicamente o estrupador. Scott revela:
"Era um cara musculoso, um colega de escola que andava de ônibus comigo,
todos os dias, para ir à escola... ele me convidou um dia pra ir à casa dele.
Foi rápido, e nada agradável o que fez comigo. Eu estava com muito medo de contar a alguém".
O vocalista disse que o estuprador o ameaçou caso ele contasse a alguém sobre o acontecido. Scott ainda diz:
"Esta é uma memória que eu reprimia até poucos anos atrás,
quando, na reabilitação, veio à tona. Terapia faz isso para você.".
O livro conta várias revelações chocantes do vocalista de 43 anos. Scott também falou de suas experiências com a heroína e a primeira vez que usou a droga foi antes de um show do Stone Temple Pilots em Nova York.
"A heroína me levou para onde eu sempre sonhei em ir e eu não posso
falar o nome do lugar, mas posso dizer que eu estava intacto e sem medo,
um homem livre flutuando em um espaço sem demônios nem dúvidas." disse ele.
E ele ainda comenta sobre seus antigos colegas do Velvet Revolver:
"Quando eu disse aos caras que nós teríamos que perder alguns shows porque
eu precisava de tratamento contra as drogas, as reações deles me chocaram.
Disseram que eu teria que pagá-los por causa dos cancelamentos.
Porém eu lembro que quando eles recaíram e precisaram de reabilitação,
eu tive que apoiá-los completamente.
Mas isso não fez diferença alguma no meu caso".
Fonte: TPOR


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lobão - 50 anos a Mil



Numa época em que se escreve biografia de artistas com menos de 18 anos (de vida) e de bandas inexpressivas e que o Tempo, espero, fará o favor de nos fazer esquecer, a história do cantor, compositor e músico João Luiz Woerdenbag Filho, o Lobão, é um alento.

Mas não é só por causa de sua vida polêmica, o uso de drogas, sua prisão, as tentativas de suicídio, as brigas com a indústria fonográfica e os atritos com Herbert Viana que Lobão merece ter sua vida transformada em livro. Nem tampouco por suas belas músicas e letras.

Lobão merece uma biografia porque fez história. Lobão é história. E o Tempo, aquele mesmo para o qual dirijo preces esperançosas no início desse texto, passou depressa e as novas gerações, tão conectadas e interativas, mal sabem quem ele é e o que representa.

Lembro de ter ido a um show de rock qualquer, há alguns anos, e uma garota empolgada na platéia, pouco antes da apresentação, comentava com um grupo de amigos que ouvira no rádio uma "música estranha" que dizia "Blá, blá, blá, eu te amo". Fiquei chocada: ela não conhecia Lobão! É para ela e para sua geração que "Lobão, 50 anos a Mil" se torna obrigatório.

Ler "50 Anos a Mil" é como estar num papo descontraído com o próprio músico. Mesmo que só ele fale. A narrativa é intensa, às vezes prolixa, e Lobão não poupa o dicionário para descrever com suas palavras contundentes os fatos sob a perspectiva de um senhor que viu e viveu de tudo um muito.

Vale mencionar que a parceria entre Lobão e o jornalista Claudio Tognolli, que assina com o músico a autoria do texto, foi um sucesso. Enquanto Lobão mergulhou no passado para rememorar sua história, com seus erros e acertos, Tognolli fez o papel de organizador do material. Tanto o jornalista como a editora foram felizes em manter a narrativa com as características únicas do discurso verborrágico do músico.

Lá estão, como era de esperar, os momentos difíceis na vida, as conquistas, os altos e baixos da carreira, as rixas, as bandas e músicos com quem tocou e conviveu, os problemas em família, as dores e os amores. Espanta saber como foi sua primeira masturbação, assim como encanta conhecer mais sobre uma personalidade tão intensa.

sábado, 16 de outubro de 2010

Escritora blumenauense lança seu segundo livro

Novamente a escritora blumenauense Litssu de Melo, surpreendendo a todos, fará o lançamento no dia 17 do próximo mês, do seu segundo livro SAGA: A ROSA AZUL - "Consequências..."

No mesmo mês do ano passado, ela lançou o livro REDENÇÃO - Para ver o post completo desse livro ===> CLIQUE AQUI

A capa do livro ROSA AZUL e maiores detalhes você confere em primeira mão abaixo:

RESUMO:
Maga Jansen, é uma jovem como qualquer outra. Prestes a completar os seus tão sonhados dezoito anos, na eminência de formar-se no segundo grau e viajar para Disney World com o namorado. Tentando superar as perdas do passado, dedicando-se aos estudos de magia, presente em sua família. Mas, às vésperas do seu aniversário, o enigmático Randall Vam Kamp bate a sua porta, trazendo uma reviravolta sobre o passado e com um futuro inconcebível nos seus planos.
Maga descobre que a sua herança pode ser encarada como bênção ou maldição. Definitivamente, conhece o motivo por ter se sentido tão deslocada toda a vida e a razão pelos acontecimentos peculiares e assustadores que a marcaram.
E, ainda, tendo que reavaliar os conceitos sobre o que conhece da vida, seu futuro foi predeterminado num acordo realizado por seu pai, Diácomo (do qual não tem notícia há treze anos) desde a morte da mãe, Sara. Tendo que partir, em breve, a um lugar desconhecido, em busca da sua verdadeira identidade, e da qual há pessoas discordantes, de sua existência, enquanto, alguém parece disposto a impedir que ela fique viva, para isso.

AUTORA:

SAGA: A ROSA AZUL - "CONSEQUÊNCIAS..." é a segunda obra da jovem escritora Litssu de Melo, de 28 anos, aquariana. Litssu nasceu e mora na cidade de Blumenau. Escreve desde os treze anos, participando de muitos concursos de redação, tendo uma de suas poesias já publicada, aos 14 anos. Fã de literatura e artes. Declara-se uma leitora compulsiva, sem autor de preferência. Exerce a profissão de técnica de enfermagem. E o seu maior sonho é poder seguir, paralelamente, com a profissão de escritora, e poder publicar seus sessenta livros, já escritos.
Contatos com a autora, pelo e-mail: litssu@hotmail.com



O que: Lançamento do Livro Saga: A Rosa Azul - "Consequências..."
Quando: 17/11/10
Horario: 19h
Onde: Livraria Catarinense do Shopping Neumarkt

É aguardar para ver, ou melhor, ler, e conferir! Sucesso a ela..!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Revista elege as 100 melhores canções dos Beatles

A edição americana da revista "Rolling Stone" publicou um ranking com as 100 melhores canções dos Beatles. Composta por John Lennon Paul McCartney, "A Day In The Life", ficou com o primeiro lugar. A música é do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", de 1967.

A segunda posição ficou para o single "I Want To Hold Your Hand", de 1963. Completando o pódio está "Strawberry Fields Forever", da trilha do filme "Magical mistery tour", também de 1967.

A lista foi publicada como parte de uma edição especial de colecionador entitulada "The Beatles: 100 Greatest Songs". O lançamento coincide com o aniversário de 40 anos de "Let It Be", o 12º álbum oficial de estúdio da banda lançado em 1970.





Veja o top 10:

1. "A Day In The Life"
2. "I Want To Hold Your Hand"
3. "Strawberry Fields Forever"
4. "Yesterday"
5. "In My Life"
6. "Something"
7. "Hey Jude"
8. "Let It Be"
9. "Come Together"
10. "While My Guitar Gently Weeps"

Você é beatlemaníaco? Faça o teste sobre os 40 anos de `Let It Be´ CLICANDO AQUI

domingo, 20 de dezembro de 2009

The Beatles e a Bravo!

Acabei de chegar, com muito receio, à última parte da biografia “John Lennon – A vida”, de Philip Norman (abaixo). O livro é simplesmente excelente. Tanto pelas inúmeras histórias, quanto pelo belíssimo texto (muito bem traduzido) de Philip. O fato é que, já há algum tempo, torcia o nariz para biografias pela simples razão de que, do meu ponto de vista, não haveria isenção no texto. Seriam elas (as biografias), em sua maioria, tendenciosas. E realmente são.


Prova disso foi minha primeira visita a este campo. Aventurei-me lendo a história de Tim Maia, escrita por Nelson Motta. Gostei, apesar do fino trato humorístico dado às desventuras em série de Tim em relação ao não comparecimento aos shows, por exemplo. Li, então, a semi-biografia de Ricardo Kotscho (Do golpe ao planalto – uma vida de repórter), escrita pelo próprio. Histórias sempre fantásticas e inspiradoras em tanto tempo de profissão (sobretudo nesta profissão). Mas a isenção foi posta de lado (mais uma vez) , afinal, estamos falando de uma autobiografia.

Na história de John Lennon a cena se repetiu. Mas em uma baixíssima escala. Tanto é verdade que, muito do que eu cultuava sobre o finado, foi colocado em xeque através das histórias narradas por Philip. Tanto que nem Yoko Ono gostou muito do que foi escrito (desculpe, Yoko). Outra verdade impressionante é a riqueza de material e detalhes apresentados no livro. Entrevistas e declarações de Bob Gruen, Elton John, Tia Mimi, Yoko e tantos outros.

O livro traz as diversas faces de Lennon. Desde o liverpudliano normal, capaz de vivenciar a day in the life, até o mais louco e psicodélico beatle viajando na onda do LSD e vendo marmalade Skys. Tudo isso muito bem linkado ao contexto histórico de cada época vivida. Um capítulo à parte é reservado para as pequenas histórias sobre cada coadjuvante, que ajudam a entender e digerir melhor as ações e reações de John. Pode parecer piegas ou ingênuo da minha parte, mas a publicação traz muito material não divulgado e passa a limpo histórias mal contadas que se propagaram desde a morte de John.

A grande chatisse de se ler biografias é que você já sabe que a personagem morre no final. Mas até lá, a leitura é garantida e realmente acrescenta algo novo e exclusivo sobre a história dos fab four. Aliás, aí é que está o ponto crucial. Exclusividade. No final do mês de outubro a revista Bravo! publicou uma edição especial sobre a história do quarteto de Liverpool (ao lado). A história é dividida em alguns subtemas interessantes como “Impacto no show business”, “Revolução nas letras e músicas” e “Influência no comportamento”. Contudo (em tudo há sempre um porém), nada de novo. Nadica de nada. As mesmas histórias, as mesmas fotografias, os mesmos discos. É pouco? Não, não é. É bem escrito? Mais do que bem escrito. Mas a verdade é que quem lê uma biografia como a de John fica meio entendiado com os periódicos comuns lançados por aí.

Essa história toda me fez perceber, realmente, como o mundo, tal qual aconteceu em meados de 60, está carente de bons moços. De bons garotos. De esperança e outros adjetivos similares. Perdidos nessa realidade antibiótica os Beatles parecem renascer para renovar a fé de cada nova geração, de cada novo(a) adolescente que surge. A cada nova playlist onde estão inclusas ”I feel fine”, “Can’t buy me love” o olhar volta a brilhar. O mais engraçado é que, em contrapartida desse lado bonzinho e até ingênuo representado por Lennon, McCartney, Harrison e Starr, estão também os cabeludos ácidos e críticos, prontos para a explosão, tal qual se vê em canções como “Revolution”, “I am the walrus” e “Nowhere man”.

Enfim, seja pela esperança no amor ou pelo desejo de mudança, os Beatles continuam vivos. E eu sigo por aqui, entre biografias, Bravos!, Guitar Hero e discos remasterizados. Brian Epstein deve estar se contorcendo no caixão neste momento. Fazer o quê? A indústria da música não pode parar.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lançamento do Livro Redenção da escritora blumenauense Litssu Melo

Aqui vai uma super dica de uma pessoa muito especial que dá mais um passo enorme em sua vida e que teve a ousadia e competência de escrever esse livro.
Trata-se do lançamento do "Redenção" livro da mais nova escritora blumenauense Litssu Melo.

O Lançamento do livro Redenção será no dia 15 de dezembro as 19h na Livraria Catarinense do Shoping Neumarkt, todos os meus amigos estão convidados.

Sobre a autora:

“Redenção” é a primeira obra da jovem escritora Litssu de Melo, de 27 anos, aquariana. Litssu nasceu e mora na cidade de Blumenau. Escreve desde os treze anos, participando de muitos concursos de redação, tendo uma de suas poesias já publicada, aos 14 anos. Fã de literatura e artes. Declara-se uma leitora compulsiva, sem autor de preferência. Exerce a profissão de técnica de enfermagem. E o seu maior sonho é poder seguir, paralelamente, com a profissão de escritora, e poder publicar seus sessenta livros, já escritos.


Resumo do livro

Amábilly é enfermeira chefe do Hospital Misericórdia do Coração divino e, freira. Uma mulher generosa e dedicada a sua profissão. Um verdadeiro anjo, diriam uns, uma bruxa, suspeitavam outros. Mas havia um passado secreto, um presente aparentemente normal e o futuro torna-se-ia incerto com a chegada do novo cirurgião-pediatra, Raav Charleston. Um homem com um passado obscuro do qual ela conhecia. Amábilly não compreende porque um médico renomado como ele, recomeçaria sua vida nesse hospital, na remotada cidade, de Blumenau. Mas o relacionamento é conflitante, pois provém de dois mundos, completamente divergentes. As impressões e dúvidas são contraditórias conforme convivem, um com o outro. E acabam descobrindo que o imaginável existe e que há muitas similiaridades, entre os dois, afinal. Ambos são marcados por um passado que tentam desesperadamente esquecer e seguem suas vidas com propósito, Amábilly baseando sua vida no amor de Deus e Raav o odiando-o.
Contatos com a autora, pelo e-mail: Litssu@hotmail.com

sábado, 17 de outubro de 2009

Let the Game Begin – Filme inspirado no The Game de Neil Strauss

Após o enorme sucesso do livro The Game (O Jogo – A Bíblia da Sedução), do jornalista americano Neil Strauss, uma legião de pessoas procurou saber mais sobre a comunidade até então secreta da sedução. O livro, baseado na história REAL de transformação do autor é um best-seller desde 2005, ano de seu lançamento. No Brasil o livro chegou apenas em abril de 2008 e desde então tem-se visto um crescimento assustador da comunidade de sedução brasileira. E em breve, chegará também o filme “Let the Game Begin”, ainda sem tradução oficial para o português.



Quem mente mais?


O trailer acima, em inglês, dá uma boa noção do que está por vir. Tripp é um tolo médio frustrado (AFC) com poucas habilidades tanto na vida pessoal quanto nos negócios. O primo de Tripp, Rowan, é um artista da sedução (PUA), ou seja, um especialista em levar mulheres para cama. Vendo a excelente performance do primo, Tripp começa a aplicar as técnicas PUAs nos negócios, e percebe que não há tantas diferenças assim entre as mulheres e os clientes.

Ele torna-se um mestre em seduzir seus clientes e os negócios prosperam bem. O problema maior de Tripp está em casa, visto que é casado com uma mulher interessada apenas em seu dinheiro. Será que ele conseguirá aprender o jogo com as mulheres tão bem quanto nos negócios? Esta comédia anti-romântica é acima de tudo sobre as pessoas que “jogam” na vida, no amor e nos negócios.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Blogs fazem pessoas escreverem mais e pior, diz Saramago


O grande escritor português José Saramago (Ensaio Sobre a Cegueira, Ensaio Sobre a Lucidez) afirmou em uma recente entrevista que acredita que os blogs estão incentivando as pessoas à escrevem mais, porém, da pior forma. O escritor falou para o jornal argentino Clarín sobre o seu próximo livro, que se chamará “Caderno de Saramago”, onde serão publicados os artigos escrito pelo autor durante os seus seis primeiros meses de blogueiro. “A prática do blog levou muitas pessoas que antes pouco ou nada escreviam a escrever. Pena que muitas delas pensem que não vale a pena se preocupar com a qualidade do que se escreve”, disse o Saramago.

O lançamento do seu livro acontecerá no próximo dia 30, em Lisboa, em um encontro de blogueiros aberto a internautas de todo o mundo. Para Saramago, o seu blog é como um sismógrafo, onde “os sismógrafos não escolhem os terremotos, reagem aos que vão ocorrendo, e o blog é isso, um sismógrafo”.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Livros ao seu alcance e sem custo


Quer ler um ótimo livro? Aqui vão 126 dicas para você.
É só clicar no titulo para ler ou imprimir, e boa leitura...

A Divina Comédia -Dante Alighieri
A Comédia dos Erros -William Shakespeare
Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Romeu e Julieta -William Shakespeare
A Cartomante -Machado de Assis
Mensagem -Fernando Pessoa
A Carteira -Machado de Assis
A Megera Domada -William Shakespeare
A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
A Carta -Pero Vaz de Caminha
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
Macbeth -William Shakespeare
Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
A Tempestade -William Shakespeare
O pastor amoroso -Fernando Pessoa
A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
O Mercador de Veneza -William Shakespeare
A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Arte Poética -Aristóteles
Conto de Inverno -William Shakespeare
Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
A Metamorfose -Franz Kafka
A Cartomante -Machado de Assis
Rei Lear -William Shakespeare
A Causa Secreta -Machado de Assis
Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
Júlio César -William Shakespeare
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Cancioneiro -Fernando Pessoa
Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
A Ela -Machado de Assis
O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
Dom Casmurro -Machado de Assis
A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
Adão e Eva -Machado de Assis
A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
A Chinela Turca -Machado de Assis
As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
Poemas Selecionados -Florbela Espanca
As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
Iracema -José de Alencar
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Ricardo III -William Shakespeare
O Alienista -Machado de Assis
Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
A Carteira -Machado de Assis
Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
Senhora -José de Alencar
A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
Sonetos -Luís Vaz de Camões
Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
Iracema -José de Alencar
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
O Guarani -José de Alencar
A Mulher de Preto -Machado de Assis
A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
A Pianista -Machado de Assis
Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
A Igreja do Diabo -Machado de Assis
A Herança -Machado de Assis
A chave -Machado de Assis
Eu -Augusto dos Anjos
As Primaveras -Casimiro de Abreu
A Desejada das Gentes -Machado de Assis
Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
Quincas Borba -Machado de Assis
A Segunda Vida -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
O Alienista -Machado de Assis
Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
Medida Por Medida -William Shakespeare
Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
A Alma do Lázaro -José de Alencar
A Vida Eterna -Machado de Assis
A Causa Secreta -Machado de Assis
14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
Divina Comedia -Dante Alighieri
O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
Coriolano -William Shakespeare
Astúcias de Marido -Machado de Assis
Senhora -José de Alencar
Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
Os Maias -José Maria Eça de Queirós
Obras Seletas -Rui Barbosa
A Mão e a Luva -Machado de Assis
Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
Aurora sem Dia -Machado de Assis
Édipo-Rei -Sófocles
O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
Pai Contra Mãe -Machado de Assis
O Cortiço -Aluísio de Azevedo
Tito Andrônico -William Shakespeare
Adão e Eva -Machado de Assis
Os Sertões -Euclides da Cunha
Esaú e Jacó -Machado de Assis
Don Quixote -Miguel de Cervantes
Camões -Joaquim Nabuco

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Estratégias de e-mail marketing


Nos últimos anos uma das coisas que eu mais vi acontecer foram profissionais de tecnologia (programadores, designers de interface, redatores, etc) colocarem pelo menos uma perna no marketing nas empresas onde trabalham. Em partes isso ocorre geralmente com aqueles que se comunicam melhor e da necessidade de se estabelecer uma ponte entre os representantes comerciais e os clientes não especialistas e a equipe de tecnologia, aqueles que produzem e fazem as coisas acontecer. Isso ocorreu comigo.

O livro Estratégias de E-mail Marketing, do Murilo Gun e Bruno Queiroz (ISBN 978-85-7452-340-8 Editora Brasport) conseguiu cumprir dois objetivos importantes na minha opinião, comunicar uma visão mais madura e técnica que falta nos profissionais de marketing, e dar uma visão de marketing que falta geralmente naqueles que vieram da tecnologia. O livro com certeza vai ajudar na comunicação entre os dois tipos de profissionais.

O livro aborda conceitos de marketing direto para explicar o conceito de relacionamento que o e-mail marketing estabelece, fala muito bem do SPAM, marketing de permissão, manutenção de mailing, criação das peças com uma pegada técnica e entregabilidade e mensuração dos resultados. Além de alguns apêndices relacionados a políticas anti-spam.

Senti falta de ver as peças de e-mail marketing e alguns gráficos que o livro possui, em cores. Nem todas ficaram muito claras e compreensíveis quando se coloca em preto e branco. Alguns dos gráficos de pizza do Google Analytics, por exemplo, ficaram ilegíveis em preto e branco. Em contrapartida eu sei que o fato do livro ser em preto e branco é fundamental para ele seja mais acessível. Nem todos os livros precisam ser como os da Taschen!

Como eu já conheço algumas ferramentas online de envio de e-mail marketing, senti falta também de um capítulo que fizesse comparação entre elas, comparando características, vantagens e desvantagens, como o Campaign Monitor, UOL Host, MailSender etc. Obter essa experiência dos autores pouparia alguns bons meses até se descobrir sozinho pequenas chatices ou vantagens que certas ferramentas possuem sobre as outras. Para aqueles que não conhecem nenhuma ferramenta de envio de e-mail marketing, o livro os deixa orfão.

Entretanto eu gostei muito do livro, recomendo tranquilamente tanto para profissionais de marketing em empresas de tecnologia, quanto para profissionais de tecnologia que precisam lidar melhor com os marketeiros das agências.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Chama o Síndico!


Dias atrás, sem ter muitas opções, acabei lendo o livro "Vale Tudo", o autor não é exatamente autor, mas um famoso produtor musical. Além de não ser autor, ele conhecia muito bem a personagem principal, e em muitos momentos o livro mais parece um amontoado de "causos" sem ligação, como se ele quisesse registrar cada suspiro de seu amigo-personagem.

Mas a leitura valeu pela peculiaridade do protagonista. Poucas figuras da música nacional possuem traços tão tragi-cômicos como o Síndico do Brasil, Tim Maia.Aliás, 10 anos após sua morte, continua fazendo sentido que tenhamos um síndico simbólico tão desequilibrado e maníaco como foi Tim, ou Sebastião, de nascimento.
Respeito e compreendo a posição da família, ouvi dizer que seu sobrinho, herdeiro da voz de trovão dos Maia, Ed Motta respondeu a um repórter que não vê graça nas loucuras do tio.
Se eu fosse da família, também não veria, certamente. Não deve ter sido nada fácil conviver com alguém que fazia triatlos mortais, ou seja, álcool, cocaína e maconha, estava sempre falido e vivia à beira de precipícios. Entretanto, alguns de seus episódios são hilariantes, e algumas de suas tiradas de uma lucidez quase sobre-humana. (Lembrando que ele, por algum tempo, acreditou que de fato assim o era: sobre-humano, e que logo iria ser transportado para um planeta melhor, na janelinha de um disco voador...)
"Agradeço ao Presdiente Collor pela campanha 'Diga não às drogas'. É isso aí, diga não às drogas e deixa pra quem gosta, que na boca tá escasso..."
"Sua única exigência com as prostitutas era de que o chamassem de Sebastião, antes durante e depois. Especialmente durante, pois segundo ele, 'ganhar pra foder o Tim Maia é fácil, quero ver é dar pro Sebastião!"
"Que experiência o Sarney tem pra ser presidente??? Ele nunca tomou um ácido na vida, eu seria um presidente melhor que ele!"
Das várias risadas que dei ao longo da leitura, uma frase ficou na minha cabeça, dita por ele quando tentou se candidatar a senador (!!!) pelo PSB. Ao ser questionado do porquê da escolha pelo partido socialista, Tim assim respondeu: "O Brasil é o único país do mundo onde puta goza, cafetão tem ciúmes, traficante é viciado e pobre é de direita!"É, ou não é????
E dá-lhe guaraná, suco de caju e goaibada para sobremesa!!!
Postado ouvindo: One Way To Rock - Van Halen

quarta-feira, 25 de março de 2009

Quintana de bolso (2)

A preguiça é a mãe do progresso.
Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.

DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente,em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.
O passado não reconhece o seu lugar: esta sempre presente.

DA DISCRIÇÃO
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
[O Trágico Dilema]
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.
Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.
Reflexão de Lavoisier ao descobrir que lhe haviam roubado a carteira: nada se perde, tudo muda de dono.
Não importa saber se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na gente...
Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça...
E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vidas dos insetos...
Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo...
Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira!
A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.
Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas...
Melancolia Maneira romântica de ficar triste.
DOS MILAGRESO
milagre não é dar vida ao corpo extinto,Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!
Amor
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo
Se alguém te perguntar o quiseste dizer com um poema, pergunta-lhe o que Deus quis dizer com este mundo...
Postado ouvindo: The Cure - Never Enough

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mário Quintana


A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.
A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.
A amizade é um amor que nunca morre.
A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!
A poesia não se entrega a quem a define.
A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.
Ah, esses moralistas... Não há nada que empeste mais do que um desinfetante!
Autodidata é um ignorante por conta própria.
DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...
E um dia os homens descobrirão que esses discos voadores estavam apenas estudando a vidas dos insetos...
Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos.
Mas que susto não irão levar essas velhas carolas se Deus existe mesmo...
Postado ouvindo: Preaching the end of the world (Soundgarden - Euphoria Morning)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Biografia do Slash, ex-Guns N´Roses


“Sempre tive de fazer as coisas do meu jeito; me droguei do meu jeito, livrei-me do vício do meu jeito, entrei e saí de relacionamentos do meu jeito. Levei a mim mesmo aos extremos da vida do meu jeito. E ainda estou aqui. Se mereço não estar é uma outra história.” O autor da frase é Slash, ex-guitarrista do Guns N´Roses.
E se você sempre quis saber mais sobre os sucessos e os podres da banda de AXL Rose, chegou a hora.
Está nas livrarias (e eu recomendo) “Slash”, autobiografia do atual líder do Velvet Revolver.
Para variar, as histórias envolvendo drogas permeiam boa parte do livro. A heroína e o álcool foram uma constante na vida de Slash, que passou por diversas desintoxicações até manter-se “limpo”, como afirma estar atualmente. “Podia me dar conta de quanto o vício era prejudicial sempre que me livrava dele, mas, após estar limpo por algum tempo, eu ficava me lembrando de como adorava aquelas outras sensações”, diz o rock star em um dos capítulos.
No livro Slash também conta sua história desde a infância, até o lançamento do segundo CD da banda Velvet Revolver, "Libertad", de 2007. E, claro, a cereja do bolo se concentra no seu sucesso e saída do Guns N’ Roses.
Em tempo: Eu tive o privilégio de assistir ao vivo o show do Guns quando na turnê pelo Brasil, em São Paulo, e pude conferir todo o virtuosismo dos solos de guitarra do Slash.
Já assisti vários guitarristas, mas o estilo e a técnica dele me impressionou.
Se vocês bem lembram, esse show não terminou, por causa do estrelismo de Axel, quando fora atirado ao palco um tênis, e anteriormente um copo plástico, passando longe do vocalista.
O mesmo encerrou com um sonoro “fuck you”, arremessando o microfone ligado na platéia. Dias antes ele havia arremessado uma cadeira em um jornalista no saguão do hotel .
O show (que já estava no final) foi algo de fantástico, na melhor fase do Guns e que sem dúvida não seria mais o mesmo sem a presença do Slash, que tinha quase a mesma popularidade de Axel Rose. Uma pedrada!
==> Se você não quer esperar e quer ler "de cara" um dos capítulos do livro, estou disponibilizando nesse link: http://mtv.uol.com.br/drops/arquivos/Slash.pdf vale a pena!
Postado ouvindo: Van Halen - Won't Get Fooled Again (ao vivo) composiçào Pete Townshend

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Os 10 livros mais vendidos em 2008

1- A Menina que Roubava Livros Markus Zusak - Intrínseca
2- O Vendedor de SonhosAugusto Cury - Academia de Inteligência
3- A Cabana William Young - Sextante
4- Crepúsculo Stephenie Meyer - Intrínseca
5- O Caçador de Pipas Khaled Hosseini - Nova Fronteira
6- A Cidade do Sol Khaled Hosseini - Nova Fronteira
7- Lua Nova Stephenie Meyer - Intrínseca
8- O Pequeno Príncipe Antoine de Saint-Exupéry - Agir
9- O Guardião de Memórias Kim Edwards - Sextante
10- A Sombra do Vento Carlos Ruiz Zafón - Objetiva/Suma de Letras

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Livro aborda a cena alternativa do Rock catarinense


“Rock Underground: uma etnografia do rock alternativo” é o nome do novo livro lançado pela editora Radical Livros. A obra pretende dar um parâmetro do rock nacional alternativo a partir da cena musical existente em Florianópolis/SC.O livro foi escrito por Pablo Ornelas Rosa que analisa o comportamento dos músicos, de fãs e outros personagens ligados à cena musical. Rosa é sociólogo e músico participante da cena alternativa de Santa Catarina, tendo participado de grupos como Piñacolada, Zero-E3, Sempre, B-Driver e Voodoo Revenge, entre outras.

Dica da Semana: Livros de Rock




Descrição: Como um curso intensivo sobre rock and roll, este livro traz os dados básicos, mas não ignora os detalhes que marcaram as três primeiras décadas de história do rock. Partindo do berço do rhythm and blues, Elvis e o som negro da Motown, revisita os ícones dos anos 60, os guitars heroes dos 70, o punk, para chegar à batida dos anos 80, relembrando a trajetória de um gênero musical que já atravessou cinco décadas de sucesso ininterrupto.


Editora: Record
ISBN: 8501049549
Ano: 2002
Edição: 1
Número de páginas: 490
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Descrição: Ex-baterista de bandas punks amadoras, a autor foi a fundo no rock brasileiro e traçou sua trajetória desde os anos 50. Retoma o fio da meada a partir de Cely Campelo até produções mais contemporâneas.

Editora: 34
ISBN: 8573260084
Ano: 2000
Edição: 3
Número de páginas: 223
Acabamento: Brochura
Formato: Médio


quarta-feira, 15 de agosto de 2007

"Last Days". Ficção, mas por que???




"É uma longa... solitária jornada. da morte até o nascimento". Parte do refrão da música escrita por Michael Pitt - Death to Birth - exclusivamente para o filme "Last Days" demonstra o desabafo de Blake (um pseudo Kurt Cobain) em seus últimos dias de vida. Não estou muito a fim de ficar pensando numa sinopse para escrever aqui sobre o filme, ainda mais que a idéia já foi posta: um cantor em declínio nos seus últimos dias de vida. Quer saber mais detalhes? Entra no AdoroCinema.com, um ótimo site brasileiro com informações sobre filmes. Apesar de todos falarem que é uma biografia dos últimos dias de Kurt Cobain, Gus Van Sant (diretor e roteirista) deixa claro que é uma obra de ficção, o longa somente é "baseado" na história do ícone do rock dos anos 90. Mas ele também não pode nos culpar por pensar assim, já que Blake, interpretado pelo ator que a cada filme me surpreende mais, Michael Pitt, se parece fisicamente com o astro. Pitt também pode ser visto em uma bela atuação e um belo filme "Os Sonhadores", de Bernardo Bertolucci. "Last Days" é um filme difícil de digerir, já que particularmente (para não-fãs de Cobain - a maioroa certamente está esperando ver uma biografia) vemos a solidão, a dor e a morte. Uma reflexão sobre as supostas últimas horas de Kurt Cobain. Estava agorinha pensando no que escrever para o filme "Casa Vazia" e pensei neste que escrevo agora também, já que ambos os filmes o silêncio não o faz ficar ruim e sim faz parte da historia. Em "Last Days" ouvimos Blake murmurando mas poucas vezes entendemos de fato o que ele diz. Varias cenas são deixadas a mercê do espectador, aparentemente sem nexo. Como quando Blake morre e mostra sua alma saindo do corpo é difícil não ficar pensando o que significa isso. Para mim, ficou como um renascimento. Porque? A musica do Michael Pitt. "...Morte até o nascimento". Como se a vida fosse um fardo pesado demais para ele aguentar, que a morte seria vista como uma libertação da vida provavelmente sem sentido. Uma outra cena em que mostra, quase que completo, um videoclipe do Boyz II Men, quando Blake está passando mal, chega a ser engraçada já que a música da banda pop fica como trilha do momento exato que ele passa mal. Outra coisa que é impossível não fazer e que o diretor me perdoe porque deve mesmo ser um saco ficar comparando, mas não tem como não compara-lo a seu penúltimo trabalho "Elefante". O estilo, a edição, as cores, e até a demonstração da mesma cena de ângulos diferentes são as mesmas nos dois filmes. A diferença é que em "Last Days" não fica cansativo. Outra comparação é que acompanhamos a vida de uma pessoa (em "Elefante", mais de uma) que acaba morrendo no final (nem vem que isso não é spoiler, se um filme é baseado na vida de Kurt e outro no massacre da escola americana Columbine não é surpresa que haverá morte o final). Van Sant também utiliza o estilo documental nesse porque ao invés de deixar o público sentir pena ou entrar e viajar na história, ele se torna apenas voyeur. Realmente só assiste Blake, sozinho, viajando na maionese, nos seus últimos dias, monótonos. O vazio na vida de um astro em decadência.