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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA...

(Por Fabrício Wolff na coluna do Análise em Foco - www.analiseemfoco.com.br)


O evento denominado Blumenália 30 Anos, que aconteceu no sábado, 23, no Parque Ramiro Ruediger, soprou um vento de nostalgia, mas ao mesmo tempo de esperança, naqueles que curtem shows de bandas locais ao ar livre. Em comemoração aos trinta anos do início do Blumenália musical, o diretor de Cultura da cidade, Nico Wolff, propôs um revival – e deu muito certo. Bandas já extintas como Grifo, Sementes da Terra e Ambos os 2 puderam ser vistas em ação de novo. Vlad V, ainda em atividade, e as novas The Zorden e John Muller e  MPBambas completaram o time.

Como nos Blumenálias dos anos 80, não houve só música. Poesia e até grafite fizeram parte da tarde-noite que trouxe muita gente da época para a frente de um palco. Ao lado de uma galera nova, sedenta por shows em espaço ao ar livre, curtiram o sábado como nos velhos tempos. Isso mostra de forma muito clara que Blumenau sente falta de eventos como o Blumenália, o Rock na Rua e toda e qualquer atividade que una liberdade, música e um final de tarde agradável na companhia de bons amigos.

O Blumenália 30 Anos foi tema do programa TVL Cultura desta semana e pode ser visto em www.camarablu.sc.gov.br.

domingo, 31 de julho de 2011

Gostar mais de cachorro ou de gato pode identificar traços de sua personalidade

Uma equipe de psicologos da Universidade do Texas liderou um estudo com 4500 pessoas. O intuito da pesquisa era identificar se nossa preferencia por cães ou gatos podem definir algum traço da nossa personalidade.

Os participantes tiveram que responder algumas perguntas que iriam investigar a personalidade em cinco áreas:

* simpatia, extroversão, facilidade de adaptação, consciência e neurose.

Essas áreas foram indicadas em pesquisas anteriores como componentes da maior parte dos traços da personalidade de qualquer indivíduo.
Na pesquisa, os entrevistados também deveriam indicar se gostam mais de gatos, de cães, de ambos, ou de nenhum , lembrando que elas não precisavam necessariamente ter um desses animais de estimação.

O resultado mostrou que as pessoas que gostam mais de gatos são mais neuróticas, porém possuem uma maior facilidade de adaptação em qualquer sentido mantendo inicalmente um nivel de cautela e depois se tornando mais extrovertidas, no nivel de consciencia foi mostrado que os apaixonados por felinos aceitam idéias novas de forma mais rápida, no entanto ganhar a confiança dessas pessoas se leva um certo tempo.

Já as pessoas que gostam mais os cães tendem a ser mais extrovertidas e simpáticas, não se adaptam facilmente em novos ambientes, quando passam por periodos de solidão ou sentimento de negligencia alheia tendem a ficarem triste rapidamente, e se apegam facil à outras pessoas.

Os pesquisadores acham que esses traços combinam exatamente com a personalidade dos animais que os entrevistados marcaram como de suas preferências.

Cães são extrovertidos e brincalhões enquanto gatos podem ser mais neuróticos, mas têm facilidade de se adaptar a novas situações.

A descoberta pode ser útil para identificar qual é o melhor animal para cada pessoa e para avanços na terapia de humanos com o uso de animais. Como a já existente bichoterapia que consiste em pessoas com depressão a terem um animal de estimação, porque ter um animal a pessoa fica ciente que deve cuidar dele, nesse ponto as pessoas depressivas podem melhorar de humor porque se sentem úteis, porque seja lá um cão ou gato necessita de várias coisas comida, água, atenção, carinho etc...

No entanto, os cientistas ainda não sabem se as pessoas escolhem animais que são parecidos com elas ou se são os próprios donos que também podem transmitir os traços de sua personalidade pros seus animais.
Fonte: RNews

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Foi ao ar e perdeu o assento...

Muita gente ainda não viu. Luiz Carlos Prates, era comentarista da RBS de Florianópolis. Após esse comentário, foi sumariamente despedido da emissora.

...vale a pena assistir.




quinta-feira, 24 de março de 2011

O DOMÍNIO DO SERTANEJO UNIVERSITÁRIO

É isso aí meus caros seguidores desocupados... Eu, concordo "ipsis litteris" com a matéria e por isso estou publicando aqui, não deixem de ler, principalmente os blumenauenses.

O texto abaixo (transcrito na íntegra) foi publicado ontem, 23 de março, na coluna Cotidiano de Fabrício Wolff, no site Analise em Foco (http://www.analiseemfoco.com.br/)


 
O DOMÍNIO DO SERTANEJO UNIVERSITÁRIO

O estilo dominou Blumenau também. A terra germânica da Oktoberfest e dos Stammtisch se rendeu ao new sertanejo que tomou conta do país. Até aí, nenhuma novidade. O novo estilo musical agradou a juventude e esta é a mola propulsora do comércio do entretenimento. Como esta mola propulsora é bombardeada pela indústria do entretenimento, cujo objetivo é o lucro e não a cultura, não é novidade alguma que tenhamos tantas pessoas cooptadas pelo modismo.


Quem viveu momentos mais ricos na cultura musical brasileira, acusa a falta de um objetivo de contestação para a fácil cooptação. Segundo esses, depois do período da ditadura militar (onde o movimento tropicália e a MPB eram o canal de protesto) e do período pós-ditadura (onde o rock oitentista nacional ensaiou um protesto comportamental), a juventude perdeu a necessidade de pensar. Se isso é real ou não, fica como uma boa possibilidade de um estudo teórico. Também há de se ressaltar que o povo brasileiro é, por si só, sertanejo. Até algumas décadas atrás, a comunidade rural era grande e mesmo vindo para o meio urbano em grande quantidade, mantém a cultura na qual foi criada. Difícil é entender como o tal ‘sertanejo’ foi parar dentro das universidades – tidas como lugar da produção do conhecimento e de cabeças pensantes.


Porém é inegável a realidade que se abate sobre Blumenau. Praticamente não há mais casa noturna com características dançantes (espaço, luzes, etc) que não tenha se dobrado ao estilo da moda. Ainda que algumas não assumam tal gênero musical todas as noites em que recebem seus clientes, pelo menos uma dessas festas semanais é dedicada ao público new sertanejo. Até casas de lanches andam colocando o sertanejo universitário como som ambiente – ao vivo ou não, o que convenhamos, prejudica a digestão. Aqui, apenas alguns bares (Butiquin Wollstein, Botequim 1166, Rock Bola Bar) e talvez algum desconhecido abrem espaço para MPB e rock. Com a característica de bar, é claro, sem espaço para dança. Como heróis da resistência, a dupla Kaiser/Biz, do Ahoy Tavern Club, abrem espaço para o rock, ainda que o espaço não seja muito amplo para quem gosta de curtir dançando. Outra opção que se desnuda é o tal Cacique de Blu (que nome, hein?!?), que promete continuar a curta saga do bom Blues Bar Blumenau (que já morreu) na rua Governador Jorge Lacerda. Também é um bar onde é possível dançar.
 
Nem tudo está perdido. Mas quase.

Fabrício Wolff Jornalista, com 30 anos de experiência na profissão. Já trabalhou em televisão, rádio e jornal. Na RBS, foi apresentador e diretor de jornalismo. Atualmente coordena o departamento de jornalismo da TV Legislativa de Blumenau. Na coluna Cotidiano, interpreta fatos e acontecimentos do dia-a-dia com humor e ironia em doses ponderadas.

sábado, 19 de março de 2011

As 10 coisas mais irritantes do Facebook

Com a quantidade de usuários brasileiros migrando para a rede social de Mark Zuckerberg, isso ainda é o começo e poderá piorar ainda mais.

1. Gente que marca os outros em flyer de festa O usuário recebe e-mail dizendo que alguém deixou comentário numa foto dele. Corre para ver do que se trata e… descobre que, na verdade, algum chato o marcou num flyer de festa ou evento, e não numa foto em que ele REALMENTE apareça. Ah, sim: cada vez que alguém comenta na foto, você recebe um aviso. Falamos sobre isso no item abaixo.
■ Como evitar: Vá em configurações de privacidade, selecione a opção de personalizar a ferramenta e liste ali os amigos que estão proibidos de marcar você em fotos.

2. E-mails, e-mails e e-mails Algumas pessoas preferem nem comentar foto de amigo porque, convenhamos: quem quer ficar recebendo aviso de que tal usuário TAMBÉM escreveu algo na mesma imagem? Esse é só um exemplo: tem alerta demais, o tempo todo, no Facebook.
■ Como evitar: Dá para desmarcar as notificações por e-mail em configurações de conta > notificações.

3. Oi, quer teclar? Você mal acabou de fazer login e aparece alguém puxando conversa no chat do FB. OK, às vezes é aquela figura superlegal. Mas nem sempre a gente quer papo, né?
■ Como evitar: Basta selecionar a opção desconectado, que fica no topo da lista de amigos on-line, localizada no canto inferior direito da tela. Também é possível criar uma lista apenas com pessoas que deseja conversar. Faça isso clicando pelo caminho lista de amigos > criar nova lista e selecione só os camaradas. Ainda há um botão que decide se você aparecerá on-line para eles ou não.

4. Sugestões de amizades Alguns usuários perdem a mão (ou a noção) com essa ferramenta e acham que vieram à Terra com a missão de disseminar a amizade entre as pessoas. Resultado: sugerem que você adicione amigos que muitas vezes nem conhece.
■ Como evitar: Não rola de bloquear SÓ a sugestão de amigos. Mas sempre existe a opção de deletar a pessoa mala da sua lista…

5. Apps enfiados goela abaixo Para os curiosos, essa é terrível: alguém responde uma pergunta sobre você. Ainda que provavelmente a resposta seja uma bobagem, dá vontade de saber o que é. Mas, para conseguir ver, é preciso a ativação do tal aplicativo na sua conta.
■ Como evitar: Fazendo terapia para ser menos curioso. Ou desmarcando a opção outros aplicativos no diretório configurações de conta > notificações. Se os convites continuarem a chegar, acesse configurações de privacidade > listas de bloqueio > bloquear convites para aplicativos.

6. Sincronização de postagens com o Twitter Vamos combinar: quem deseja ler tweets vai ao Twitter, certo?
■ Como evitar: A medida é meio drástica: clique remover em qualquer postagem da pessoa no seu mural e, daí, selecione o item ocultar todos os posts deste usuário. Aí você deixa de visualizar não só as atualizações do Twitter dele, como todas as outras. Se preferir, vá até a parte inferior do mural, acesse editar opções e selecione a alternativa amigos e páginas que mais interagem com você — aqui, passam a ser exibidos apenas os posts daqueles com quem você já está acostumado a se comunicar. Neste diretório também é possível selecionar os colegas que aparecerão no seu mural.

7. Convites para eventos A ideia dos convites, em si, é bem boa. O problema é, como no caso dos flyers, a falta de educação da galera.
■ Como evitar: Entre em configurações de privacidade > listas de bloqueio e relacione os amigos que costumam enviar convites indesejáveis.

8. Inclusão em grupos sem sua autorização É como se você abrisse os olhos e tivesse ido parar numa festa estranha com gente esquisita SEM que ninguém perguntasse se você quer. Quando se dá conta, a gente foi parar num grupo sobre consultoria de ETs ou coisas que o valha.
■ Como evitar: Não dá para evitar. No máximo, clicar em deixar este grupo (acesse a página da comunidade e ache o link na coluna lateral direita), o que às vezes pode criar uma situação chata com o amigo que o “convidou”. Se determinados usuários insistem em incluí-lo em listas, é possível denunciá-lo por spam ou fraude — há um link para isso no fim da página.

9. Toma essa ovelha pra você! Nada contra quem curte os joguinhos do Face, seja Máfia Wars, Farmville ou a novíssima versão de Carmen Sandiego. Agora, para quem não participa da brincadeira, haja paciência para toda hora receber ovelhas perdidas e outros “presentes” do mesmo naipe.
■ Como evitar: Escolha uma das solicitações (jogos ou aplicativos) no menu lateral esquerdo da tela. O procedimento é o mesmo para ambos: ao recusar qualquer solicitação, aparecerão em seguida as preciosas opções: bloquear aplicativo? e ignorar todas as solicitações deste usuário?. Pronto. Em configurações de privacidade > listas de bloqueio também é possível elencar todos os usuários que costumam enviar essas solicitações deliberadamente.

10. Então catuca! Sério: QUAL A FUNÇÃO do botão Cutucar? Deixamos essa por último, de tão irritante. Gente, todo chato cutuca! Se na vida real já não é legal, imagine no Facebook.
■ Como evitar: Não dá. Até nisso é irritante. No máximo você pode evitar receber o aviso de que alguém o cutucou, em configurações de conta > notificações.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Modelo de "Mona Lisa" era homem, dizem pesquisadores

Leonardo da Vinci usou um jovem como modelo para sua "Mona Lisa", asseguraram nesta quarta-feira pesquisadores italianos especializados no esclarecimento de mistérios artísticos, uma tese na qual especialistas do Louvre não acreditam.

Silvano Vincenti, presidente do Comitê Nacional para a Valorização dos Bens Históricos, afirmou aos jornalistas que um jovem assistente do mestre renascentista chamado Salai foi o modelo do célebre retrado da "Mona Lisa", também conhecida como "Gioconda".

Salai, cujo verdadeiro nome era Gian Giacomo Caprotti, começou a trabalhar com o artista aos 16 anos e permaneceu a seu lado durante 25 anos. Foi, dizem, sua musa e seu modelo para vários quadros. Segundo Vincenti, os dois homens mantinham uma relação "ambígua" e é possível que fossem amantes.

Vincenti destaca a grande semelhança entre os traços dos rostos dos protagonistas de "São João Batista" e "Angelo Incarnato" com o nariz e a boca da "Mona Lisa". Segundo este pesquisador, o mestre deixou indícios, pintando nos olhos da Gioconda uma minúscula letra L de Leonardo e uma S de Salai.

Assegura que, para chegar a estas conclusões, sua equipe baseou-se em uma análise de reproduções digitais de grande qualidade.

Mas o Louvre, proprietário da "Mona Lisa", tem suas dúvidas.

Consultado pela AFP, o museu lembra que "o quadro foi submetido a todas as análises de laboratório possíveis em 2001 e em 2009. Não foi encontrada nenhuma inscrição (letra ou cifra) durante estes exames".
Fonte: AFP

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Everybody Lies

Pessoas não mudam; Nós somos o que as pessoas acham que somos; As pessoas escolhem os caminhos que dão as maiores recompensas, com o menor esforço; Perseverança não é igual a merecimento; Religião não é o ópio da massa, é o placebo dela; Bizarro é algo bom. O comum tem milhares de explicações, o bizarro dificilmente tem alguma; Mentiras são como crianças: apesar de incovenientes, o mundo precisa delas; Verdades começam em mentiras; Pessoas mentem por milhares de razões. Sempre há uma razão; Todos mentem.

E essas são só algumas das lições que aprendemos ao longo da vida, ou quando paramos para sentar e assistir ao melhor drama da televisão: House M.D

“Everybody Lies” - [H]ouse M.D

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A falta de conteúdo e a banda Strike.

Esses dias uma amiga me indicou a nova música da banda brasileira Strike, chamada “A Tendência”. Fui observar a música, e me deparei com uma crítica genial ao conteúdo (nulo) de bandas “coloridas”, junto de sua busca por fama e sucesso, unicamente. “Se faltar conteúdo, vai sobrar mulher.”, diz a música.

Acredito que aqueles que venham acompanhando esse meu blog saibam que eu não sou fã de bandinhas coloridas, muito pelo contrário. Já critiquei aqui a falta de conteúdo de suas letras, suas rimas fracas e suas músicas, com o único e exclusivo propósito de serem totalmente comerciais. O que importa, para eles, são dinheiro e fama.



Nunca fui um fã da banda Strike. Para falar a verdade, não gosto do tipo de letras que eles escrevem. Mas, claramente, eu tinha um pequeno conhecimento sobre o trabalho da banda. O que me surpreendeu, ao ouvir sua música nova, foi o fato de a música ser feita nos mesmos padrões que as bandinhas consideradas “coloridas” fazem, porém, com uma letra extremamente direta e crítica à essa atitude. Não é uma música que eu colocaria no meu iPod, nem nada do estilo. Mas é uma música que deve ser analisada e compreendida, pois o conteúdo dela é muito bem pensado.

Se já não sei quem eu sou,
e vivo sempre a esperar
A tendência, a tendência.
Mudei o look,
Aumentou minha audiência,
Sem eu precisar de essência.

O que podemos entender dessas primeiras falas de “A Tendência”? Bem, pergunta fácil! A banda critica os integrantes dessas bandas, sem personalidade definida e “essência”, que mudam o seu jeito de ser de acordo com as tendências, visando somente um aumento rápido em sua audiência, ou seja, fama.

Em seguida, temos outra crítica direta e explícita, que eu, pessoalmente, adorei:

Posso ser triste e emotivo,
Alegre ou deprimido,
Mudo até você me aceitar.
Eu posso ser um nerd assumido,
Ou um fashion colorido,
O que importa é alguém comprar.

Convenhamos que é fácil entender os diferentes tipos de tendências, nessa estrofe. Emos, Nerds e Coloridos são as principais “modinhas” dos dias de hoje. Chega até ser engraçado, porque na minha época, ser chamado de nerd era uma coisa extremamente séria e ofensiva (o que não faz lá muito sentido, mas…), hoje em dia, ser nerd, está na moda.

Se quer saber, cansei.
O mundo me ignora,
E elas não ligam pra mim.
Voltei, mas sou rock star agora.
Vazio por dentro,
Mas por fora perfeitin.

Olha só! Outra vez temos uma análise perfeita de como são vazias, essas pessoas, e de como elas só querem ser notadas e famosas. O conteúdo, mais uma vez, não importa.

Para fechar com chave de ouro a análise, temos as seguintes falas:

E se eu bombar,
Meu site na internet você vai me amar?
Vou tocar no teu rádio até você cansar,
E na tv vou estar. Serei o teu vício.

E eu já choro, até.
Se não tiver letra, é só cantar ‘yeah, yeah’.
Se faltar conteúdo, vai sobrar mulher.
Sou inútil, mas não sou um qualquer.
Você vai querer estar comigo.

Eu hoje aperto a calça pro volume ser maior.
Se esquento a franja, pra auto estima é melhor.
De Nike e gola em v,
Pra causar no shopping e conquistar você.

Wow! Temos, de uma vez só, críticas à mídia, que proporciona a tão esperada fama para esse tipo de gente vazia e sem conteúdo, as próprias letras, também sem o menor conteúdo, que se prendem a grandes falas como “Wo-o-oh’s” e “Yeah, yeah’s”, ao jeito de se vestir, com calças “apertadas” (muitas vezes, skinning), com tênis Nike bem chamativos e enormes golas em “V”. Podemos observar, também, críticas ao uso de “Chapinhas” e a uma sociedade interesseira, que só se interessa nas pessoas de fama e destaque, ignorando coisas importantes, como conteúdo e cultura.

Enfim, uma letra de se aplaudir. Confesso que me fez dar boas risadas. Nunca imaginei uma crítica tão direta e sincera, vindo de uma banda como a Strike. Não tenho muito o que falar, pois as minhas opiniões são completamente coerentes com tudo o que eles dizem, em sua letra. Porém, uma coisa devia ficar muito explícita: mesmo com tantas críticas, mesmo com todos sabendo que aquilo que aquelas bandas “coloridas” fazem é pura farsa, com o único objetivo de vender e ganhar fama, aqueles infelizes ainda vendem. E muito.

Não me importa que a grande maioria de suas fãs sejam menininhas entre doze e quinze anos de idade. O que realmente importa é que elas compram. Os pais dessas crianças deviam procurar ouvir que tipo de música elas ouvem, e ver que isso não é música. Eu, pessoalmente, classifico como poluição sonora, mas vai de cada um, tal análise.

Já temos críticas concretas e bem formuladas sobre esse estilo musical, feitas por bandas brasileiras. Agora só falta as pessoas criarem consciência e pararem de dar ibope a essas porcarias.

Fui...


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O DIA SEGUINTE

Voltamos! Depois de umas merecedidas férias estamos de volta, com força total e muitas novidades ao longo de 2011. Para começar bem o dia, nada melhor que uma mensagem inspiradora, e dentre várias, escolhemos essa abaixo.
Veja e escute com atenção e faça seu dia seguinte ser sempre melhor...
Um grande abraço! Blog naodouesmola.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Os cem erros mais comuns do nosso idioma

1 - "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2 - "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

3 - "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

4 - "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.

5 - Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

6 - Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

7 - "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

8 - "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

9 - "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.

10 - "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.

11 - Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.

12 - Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.

13 - O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.

14 - Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).

15 - Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

O restante da lista você confere aqui

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Sertanejo Universitário, Cultura Primária


O presente texto é uma reflexão estressada do blogueiro. Suas opiniões são realmente essas, mas todas elas dizem respeito à música e não aos que a ouvem (esses são heróis por agüentar tamanha porcaria). Se você acha que pode se ofender com o que está escrito nas próximas linhas, sugiro que não role o mouse e evite descer. Para os que se aventurarem, boa leitura.

Se a sobreposição de notas uma após a outra atendendo um regramento básico a soar uma melodia for o que se costuma chamar de música, então, há que se chamar esse gênero chamado sertanejo de música. Apesar de um lixo.
Sim, eu não gosto de música sertaneja. E, ao se dizer sertanejo, leia-se esse tipo de poluição sonora que surge nas rádios e nas ruas com um poder de destruição mais forte que o das pragas do Egito. Aliás, que nem vinculo com o sertão possui.
O fato é que não se acha qualidade no que se ouve.
Provavelmente a preguiça mental– que parece ser regra nas pessoas –faz com que se valorize o nada, achando que no nada se entende alguma coisa. Alegam, os que apreciam a dita música (?!) que ela fala o que de fato é e revela o que todo mundo sente. Se assim o é, não há novidade no que se canta – o que torna ainda mais raso o ato de compor, já que se compõe o que já se sabe como é.
Possuir uma legião de “admiradores” não é nenhum atestado de qualidade. Há uma grande parcela de pessoas que se rendem aos ditames midiáticos. Se a mídia aprova, quem sou eu pra desaprovar. Se tantos ouvem, são esses tantos os que estão certo, logo, não preciso se quer ouvir para já concordar que é bom. E enquanto isso o mundo caminha para o seu fim...
O mais triste é ver algo tão desprovido de qualidade fazer sucesso em um Brasil que tem na sua música – a boa música brasileira – um de seus maiores referenciais no exterior. Nossos músicos – Ivan Lins, Tom Jobim, Sérgio Mendes, Bebel e João Gilberto, Céu, Astrud Gilberto, Dorival Caymmi e tantos outros são reverenciados no exterior pela qualidade da música que fazem ou fizeram, e no Brasil se quer alcançam respeito.
A música sertaneja é pobre. Música feita pra gente pequena (sem que necessariamente seja pequeno quem a ouve) e é onde me causa espanto quando vejo pessoas a quem julgo intelectualmente desenvolvidas, vibrando em rimas de amor com dor, paixão com solidão... Lamentável.
Na música sertaneja não se acha o ritmo sincopado deliciosamente presente no violão dos inventores da bossa nova, devidamente acompanhado pelo jeito macio de se cantar o sol, o verão, as alegrias e até o amor. Não há virtuosismo. É uma música que se toca em 6 acordes nas suas formações naturais, cantados por duas vozes onde uma delas não é nem ouvida o que dirá sentida. Não há harmonia que preste, dissonâncias, boa dinâmica e nem arranjos elaborados (basta um reles solo de guitarra em 04 compassos e lá vamos nós...)
A qualidade das letras é, invariavelmente, tão xinfrim, que não há se quer qualidade. Há apenas o relato de um amor que não deu certo porque a mulher se viu mais feliz nos braços de outra pessoa. Convenhamos, meu amigo, essa mulher deve ter encontrado alguém que não escutava sertanejo e encontrou a felicidade.
Pra mim é desesperador assistir as pessoas em estado de catarse entregues a esse barulho desregrado e sem dinâmica, como se estivessem sob efeito de um transe... como se fossem platéia de um show do Greenday após a experimentação das raízes da natureza.
Esse desesperado que se faz gigante quando assisto minha irmã se realizando nisso que se pretende música; quando vejo uma namorada vibrando em meio a um repertória tão deselitizado e ainda por cima, uma irmã de apenas 09 anos, acreditando que isso é bom. Meu Deus, por que castigo tão grande para alguém como eu?
E vou além. Só não digo que o tal do movimento do Sertanejo Universitário é o mais lesivo a boa música brasileira nos últimos tempos, porque nesse ínterim surgiu o funk. Mas é um movimento desarrazoado que quis dar chance a cantores (?!) que em um mundo real não teriam a menor condição de dar certo. Péssimo...
Claro que esse meu sentimento representa nada pra esses pretensos artistas que a cada dia vêem suas contas bancárias crescerem milhares de milhões de reais, frutos de uma sociedade que adotou a falta de critério como qualidade para definir o que se é bom. São Durvais, Welsons e Mirosmares que diariamente lançam esses lixos para o consumo daqueles que preferem viver em meio dele.
O pior é que, muitas vezes, para fazer graça, a pessoa se permite fazer uma brincadeira, canta um trechinho de uma letra que ficou enraizado no subconsciente ou qualquer outro fato que já surge motivo para que a pessoa outra reverbere aos 04 ventos que tanto você gosta da música que até sabe cantar.
Ora, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E vice-versa.
Fato é que a boa música deve dizer muito mais do que ela diz e deve ser envolta de uma atmosfera condizente com a mensagem que quer passar. Devidamente elaborada, cuidadosamente trabalhada, para que atinja a alma das pessoas, dizendo muito, mas revelando nada.
O Sertanejo não faz nada disso, mas apenas enche os ouvidos de uma harmonização básica, fria e desprovida de qualidade, sem enarmonia, sem efeitos no ouvinte pela sua suavidade e percepção, principalmente se comparadas à Tom Jobim, Edu Lobo, Toquinho, Francis Hime, Egberto Gismonti, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Baden Powell, Ivan Lins e tantos outros.
As letras são pobres e isso em uma língua tão rica como a portuguesa, para que se diga em, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Victor Martins, Aldir Blanc, Ronaldo Bôscoli, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Flávio Venturini, Gonzaguinha, Cazuza e mais tantos outros.
Não faço questão que gostem do que gosto. Muito embora me seria muito mais saudável para os meus nervos que a minha convivência se desse com os que preferem se abster de ouvir essa excrescência da música brasileira.
Música de letra pobre, escrita para ter como alvo pessoas pequenas, que se permitem nivelar por baixo (“coisas esotéricas passando pela cabeça de quem se entende um possível jardim como os que para onde voltam as borboletas”), tão baixo que alcança o nível da própria música. A letra precisa conter algo que leve a reflexão de um tudo... mas as pessoas preferem o caminho mais fácil. A essas, por mais que o gosto seja algo próprio de cada um, é cada vez mais difícil respeitar.
O fato é só que... EU ODEIO SERTANEJO e, por favor, desistam de tentar mudar isso em mim.

Certo estava a banda Pedra Letícia de Goiânia (terra dos sertanejos) quando escreveu essa letra de música:


Tô neim ai se você tem caminhonete
Ou se a sua peguete corneou você...
Num é motivo pra entornar cerveja
Ou moda sertaneja você escrever


Eu sou goiano nem por isso eu tô na fossa
Canto rock com voz grossa não preciso esguelar
Não é porque eu nasci nesse fim de mundo
Que eu não vou ser vagabundo se eu não quero trabalhar


Só quero espaço pra tocar meu violão
Sem ter que formar dupla com o meu irmão


[refrão]
Sim eu sou goiano mas eu sou urbano não gosto de mato
Eu me mato se alguém me chama de caipira pira pora
Nossa senhora não há nada mais que me irrite
Solta um som ligado bem plugado em 220


Tô nem aí ce ocê tem três fazenda ou se a sua renda chega lá no céu
Porque isso nunca vai lhe dar o direito de ir pra balada usando um chapéu...


Eu sou goiano nem por isso eu vou pra roça
Eu prefiro quando a moça passa aqui pra me pegar
A gente vai pra uma balada a techneira e se ela fica de bobeira eu boto outra em seu lugar
A moça feia lá da ponte nunca me agradou
Eu gosto é de mulher com cara de atriz pornô


[refrão]
Sim eu sou goiano mas eu sou urbano não gosto de mato
Eu me mato se alguém me chama de caipira pira pora
Nossa senhora não há nada mais que me irrite
Solta um som ligado bem plugado em 220
Em 220...
Em 220...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Podemos "cancelar" essa eleição, você sabia?

VOTO NULO É LEGAL!
Vamos divulgar para todos os nossos contatos, vamos dar uma limpeza neste país e deixar que nossos filhos e netos tenham uma vida melhor que a nossa,
livres desses bandidos, mentirosos e debochados.

VOTO NULO = 000 + TECLA VERDE

Ufa !!!!!!!! Uma informação boa !!!!!!!
Tá esperando o que?
Você sabe como eliminar 90% dos políticos corruptos em uma única vez ?
Isso mesmo, em uma única vez....

Preste muita atenção:
Você sabe para que serve o VOTO NULO ? Não sabe, não é mesmo ?!
Não se preocupe, eu acredito que menos de 1% da população saiba algo sobre isso...
Agora, você sabe porque você não sabe para que serve o VOTO NULO certo? Tá confuso?
Então, vamos a um exemplo:
Imagine uma eleição qualquer, onde os candidatos sejam: Lula, Paulo
Maluf, José Sarney, José Dirceu, Marcos Valério, Delúbio Soares, Roberto Jefferson,Fernando Henrique, ACM... Entre outros.

Campanha vai e campanha vem, você se acha na obrigação de escolher uma dessas figuras (o tal do "menos ruim") e com isso acaba afundando mais o nosso país !!!
Mas, aí você diz: "Nesse caso, não temos saída!" Engano seu !

O QUE VOCÊ NÃO SABE É QUE SE UMA ELEIÇÃO FOR GANHA POR "VOTOS NULOS" É OBRIGATÓRIO HAVER NOVA ELEIÇÃO COM CANDIDATOS DIFERENTES DAQUELES QUE PARTICIPARAM DA PRIMEIRA !!!

Ainda não entendeu ?
Se, no exemplo de eleição acima, você e todo mundo votasse nulo, seria obrigatório haver uma NOVA ELEIÇÃO e esses pilantras não poderiam concorrer ao mesmo cargo político pelo menos por mais 4 anos!

Isso, imagino que ( como eu) você ainda não sabia, né ?! Agora você entendeu por que isso nunca foi divulgado?

Acha que é mentira? Ligue para o Superior Tribunal Eleitoral... Ligue para OAB...

Aproveite e ligue também para a Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, O Diário Catarinense, O Estado do Paraná, A Gazeta do Povo, Zero Hora, Correio do Povo... e todas as revistas e jornais importantes desse país, e então lhes pergunte por que isso nunca foi divulgado.

Segundo a legislação brasileira, se a eleição tiver 51% de votos nulos, o pleito é ANULADO e novas eleições têm que ser convocadas imediatamente; e os candidatos concorrentes são IMPOSSIBILITADOS DE CONCORRER NESTA NOVA ELEIÇÃO !!!

É disso que o Brasil precisa: um susto nessa gente! Esta campanha vale a pena!

N U L O neles!!

Está duvidando?
Pesquise.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Lei Ficha Limpa

Depois de muitas tentativas de empurrar para de baixo do tapete, está sendo feita agora a votação do Projeto Lei Ficha Limpa.

A Lei da Ficha Limpa tem por objetivo, impedir que politicos que estejam respondendo a processos por atos de corrupção, seja ela, ativa ou passiva, tentem se reeleger, garantir que os mesmos, sejam julgados e condenados independente de estarem exercendo cargo eletivo ou não (acaba com a malandragem de renunciar, pra não ser punido), enfim, dar um chega pra lá, em quem faz do cargo público um balcão de negócios em benefício próprio

Mas mesmo com toda a pressão popular, teve quem tentasse impedir que a lei fosse votada hoje, veja os nomes dos bonitos e guarde na carteira; você pode precisar quando for votar em outubro.

•Neudo Campos PP Roraima
•Bel Mesquita PMDB Pará
•Moises Avelino PMDB Tocantins
•Eunício Oliveira PMDB Ceará
•Zé Geraldo PMDB Ceará
•Benedito de Lima PP Alagoas
•Maurício Quintella Lessa PMDB Alagoas
•José Carlos Araújo PDT Bahia
•Maria Lúcia Cardoso PMDB Minas Gerais
•Índio da Costa DEM Rio de Janeiro
•Arnaldo Faria de Sá PTB São Paulo
•Beto Mansur PP São Paulo
•Chico Daltro PP Mato Grosso
•Roberto Balestra PP Goiás

Quem quiser acompanhar é só acessar a TV Câmara .

domingo, 11 de abril de 2010

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabor

sábado, 3 de abril de 2010

Mínimo mesmo...

Todo mundo é moderno. Todo mundo adora forno microondas, chuveiro quente e acessar o Google. Todo mundo gosta de filmes em 3D, novos artistas da MPB e liberdade de escolha. Adoramos a nova maneira de sentir, a nova maneira de vestir, a nova maneira de viver. Mas, para quê? Todo mundo adora, na verdade, é achar que pode.

A gente acha que pode ser feliz. Hoje cada um sabe cuidar do próprio nariz. A gente sabe muito bem de sair por aí, com cara de quem tem o controle. O cliente tem sempre razão, o internauta dita o conteúdo, eu te mando para o paredão. Eu posso ser livre (assim), pensamos. Cultivamos essa doce ilusão.

O teatro, a música, o cinema, a verdade é que, de uma maneira geral, tudo caiu muito na banalização. Infelizmente, para pessoas como eu – que adoram algo que realmente seja extraordinariamente bom, colossalmente grande, incontestavelmente verdadeiro -, o mundo de hoje não serve. Não serve ser fã de uma banda que só você e mais dois amigos gostam. Não cabe ter que esmiuçar a internet atrás de alguém que diga o que você pensa, não servem as pequenas coerências, os pequenos discursos.

Essa megalomania crônica não cabe nos pequenos (minúsculos) apartamentos, muito menos nos pequenos sentimentos. Saudadezinha, amorzinho, solidãozinha. Onde foi parar aquela saudade de “Pedaço de mim”, os amores de Shekepeare? Onde está o mal do século, afinal? Não existe mais. Acabou. Sumiu. Parou de ser produzido.

O que temos hoje são belas capas de revistas, “felicidade” para dar e vender, pague dois, leve três. Crédito ou débito, senhor? A “felicidade” hoje acontece por repetição, não é mais um sentimento, mas se tornou um hábito. Um hábito banal, cultivado a cada nova liquidação. Tv de plasma, poltrona reclinável e porteiro 24h. Onde estão seus filhos agora? Para mim o que há de mais moderno, essa tal felicidade, ainda é um sonho muito antigo. Mas foi mais fácil mudar seu conceito, do que correr atrás dela.

Ninguém liga mais para um “eu te amo”. Porque ligar, isso é dito a todo momento na tevê? Virou “bom dia”. Ninguém mais liga para o ato de sentir de verdade. Falta sensibilidade em toda essa sinceridade que é escancarada todos os dias. Falta sensibilidade naquilo que é dito “do fundo do coração”. A bem da verdade, tudo ficou muito fácil. Construção e descontrucão – dez passos para ser feliz.

Tudo isso soa, para mim, como uma grande ânsia incontida. Como um sinal espasmático, como a agonia de alguém que está prestes a morrer. Tudo isso sinaliza nossa grande carência. Num mundo de pequenos estímulos, pouco tempo e pequenos e banais prazeres, circulam por ai pessoas cada vez menores.

Nesse mundo de coisas pequenas, de gente pequena, algum saudosismo cabe em qualquer lugar, até mesmo numa crônica como esta. Bem pequena.